soneto de finados

  02/11/2023

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dois de novembro e a saudade se manifesta

nas velas acesas flores e o mais que pomos

como se fossem as partes do que nós somos

ali deixadas ao pé da tumba funesta

 

depois fazemos nossa prece quase honesta

desprezamos a morte em versos que compomos

mas o destino de reis garis e mordomos

nos é comum e nos espreita – é o que nos resta

 

chegará o dia final em que nossos gomos

guardarão em paz os pares de cromossomos

e no esquecimento a nossa história indigesta

 

o tempo cuidará de apagar do que fomos

um a um dos versos enquanto decompomos

libertando o soneto da nossa alma em festa

 

giuseppe caonetto

Paranavaí, cidade poesia, 02/11/2023


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