datilopoesia

  05/12/2023

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a máquina de escrever

não sabe fazer silêncio:

fala brada grita uiva geme

caminha com salto alto

olhando de soslaio

o escritor fatigado –

tudo quanto não

escreve imprimindo

imprime escrevendo

 

a máquina de escrever

– senhora bailarina –

não cola nem copia

dos dedos escritores

transfere a força

transmuta a forma

transcorre com elegância

num palco branco

irrepetível

 

a máquina de escrever

– musa de quem a usa:

o poeta o escritor o cronista… –

somente repete os silêncios

dos dedos que se afastam

sem impressão digital

 

giuseppe caonetto


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