Guardei para este momento a retomada deste projeto pessoal. Neste sítio, criado em 2023, pretendo dedicar meus últimos tempos. Após mais de seis décadas de vida (nasci em 62), quase quatro dedicadas ao serviço público (servidor da Justiça do Trabalho entre agosto de 1986 e junho de 2023), ter plantados árvores, publicado livros e me tornado pai (dizem os poetas que são os três elementos necessários para a completude da vida), decidi pelo enfrentamento da vida em novos campos de batalha.
Após inativar-me, a vida deu sinais de sua transitoriedade.
Assim, depois de lançar dois livros de poesia pela editora que criei em 2023, com projetos para outros dois neste ano, além de outras desafiantes obras em negociação, resolvi ativar-me novamente no universo escolar e me matriculei na faculdade de Jornalismo. Hoje dei início aos estudos e, nada mais oportuno, retomei este projeto de comunicação: O Cotidiano do Ser, meu site pessoal e oficial.
A motivação para a construção de espaço próprio é o desejo de, doravante, produzir bons textos, que agradem e atinjam os leitores desprevenidos.
Para o ingresso no jornalismo, por óbvio, a principal motivação é a atual decadência da Legacy Media, inteiramente tomada por uma vertente ideológica que não condiz com os valores mais nobres de um regime democrático: a liberdade de expressão, a liberdade de imprensa e o sufrágio universal são os basilares, mas há outros, como a dignidade da pessoa.
O principal papel dos veículos de comunicação é informar, a fim de que a sociedade possa exprimir-se livremente a respeito e, de forma livre, possa fazer a leitura e análise dos fatos, a fim de formar a sua opinião. No entanto, vemos atualmente na velha imprensa (revistas, jornais e emissoras de rádio e televisão) uma completa desconexão com a realidade e, pior que isso, uma conduta que a coloca como protagonista do debate e dona da opinião pública.
Por isso, ao assumir, nesta etapa da vida, uma postura crítica e buscar a necessária formação para posicionar-me (com lugar de fala, como dizem os ideólogos da esquerda) sobre quaisquer temas afetos à análise jornalística, parece-se a melhor escolha de quem deseja ainda plantar sementes e produzir textos.
O curso tem duração de quatro anos. Quando lá chegar, espero ter contado várias histórias no enquanto. Ou ao menos, como como afirma Bruno Daminello Zacarias em artigo publicado em seu site[1], talvez no final da jornada esteja mais humano.
giuseppe caonetto
[1] “O jornalista, dentre todos os profissionais existentes, deve ser o mais humano, para transmitir humanidade”, in https://bdaminello.wordpress.com/2020/04/22/jornalismo-morrendo, com acesso em 27/02/2025.